Ashburn | sábado, 13 de abril de 2024

A Consulta e o Diagnóstico na Medicina Homeopática

A Consulta e o Diagnóstico na Medicina Homeopática

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Durante a consulta, o médico homeopata procura conhecer o paciente como um todo. Ele se interessa tanto pelo problema que motivou a visita como pelas características físicas, emocionais e intelectuais da pessoa, que vão permitir a escolha do medicamento mais adequado.

Aprenda a descrever os seus sintomas

Para que o homeopata possa interpretar adequadamente os sintomas que você descreve, é indispensável que ele conheça todas as características deles. Por isso, a primeira coisa que o médico faz é propor várias perguntas relacionadas ao seu problema.

  • A localização

Indique ao médico a localização de seus problemas, a eventual extensão deles a outras partes do corpo, deslocamentos (do lado esquerdo ao lado direito do corpo, por exemplo), sua característica (difusa, ou ao contrário, bem circunscrita).

  • A descrição dos sintomas

Expresse o que você sente da forma mais simples possível. Se for uma dor, descubra como ela mais se parece: puxão, cãibra, estiramento, corte, pontada, picada, ardência, pressão, soco, molas, abalo, choque elétrico, batida, etc. Comente com o médico se sentir opressão no peito, falta de ar, tristeza, cansaço, etc.

Descreva também o modo (progressivo ou repentino) como esses sintomas aparecem e desaparecem.

  • As origens e o desencadeamento

Se puder, tente descobrir o fator que desencadeia os sintomas. Você notou se eles aparecem em condições meteorológicas específicas, após um esforço ou um período de fadiga, ou, ainda, logo depois de ter comido determinado alimento?

Os problemas apareceram depois de um acidente, doença, operação ou choque emocional (luto, medo, fracasso, etc.)? Você notou alguma ligação com a perda de líquidos (sangramentos, vômitos, diarreia, etc.)?

  • Fatores que modificam os sintomas

Um sintoma não ajuda necessariamente a estabelecer um diagnóstico, a menos que você indique em que circunstâncias ele se manifesta durante todo o tratamento.

Pergunte-se o que, regularmente, o desencadeia, agrava ou atenua:

  • hora em que apareceu ou piorou e a periodicidade (o sintoma surge a cada duas horas, um dia sim, outro não, etc.);
  • as condições climáticas;
  • movimento ou imobilidade, posição do corpo (em pé, sentado, deitado, etc.);
  • pressão, aplicação de calor ou frio; 
  • esforços intelectuais ou físicos;
  • lugar (em espaço fechado ou ao livre, etc.);
  • contato com os outros: como você reage quando está acompanhado ou sozinho, quando há ruído, risadas, música? Como reage ao fracasso e às emoções?
  • alimentação;
  • fases do ciclo menstrual na mulher, relações sexuais.
  • Fatores concomitantes ou alternados

Mesmo que aparentemente não haja nenhuma relação lógica, descreva os sintomas que se manifestam pouco antes, durante ou logo depois de um acidente ou de uma ocorrência física. Por exemplo: “bocejos e suspiros depois de uma queda”, “acessos de tosse antes de espirrar”, “uma fome imperiosa durante uma dor”, etc.

Note também seu humor, durante a manifestação do sintoma, e antes e depois dela. Por exemplo: “Eu, que geralmente sou calado, não paro de tagarelar antes das minhas dores de cabeça.” Os sintomas que se alternam com o problema que motivou a consulta também são importantes para fazer um diagnóstico. Por exemplo: “Quando tenho bronquite, não sinto mais meu reumatismo.” 

As características individuais

Uma vez precisados os motivos da consulta, o médico vai procurar conhecer você melhor por meio de diferentes perguntas sobre seu estado de saúde passado e presente, suas reações, emoções, etc. Assim como as peças de um grande quebra-cabeça, essas informações vão ajudá-lo a traçar um retrato seu. Cada médico tem seu modo de proceder, mas, seguramente, a maioria deles vai abordar os diferentes assuntos expostos a seguir.

  • Sua história
  • Que problemas sérios de saúde seus pais e avós tiveram?
  • Que eventos marcaram a gravidez de sua mãe quando ela esperava você?
  • Como foi sua vinda ao mundo (parto natural, fórceps, cesariana, etc.) e como foram seus primeiros meses de vida (doenças, falta de apetite, perturbações do sono, etc.)?
  • Quais foram os fatos marcantes de sua infância (aprender a andar, a falar, a se limpar, comportamentos peculiares, etc.)?
  • Quais são os seus antecedentes médicos (doenças, tratamentos, cirurgias, etc.)
  • Você faz algum tratamento? Qual?
  • As reações gerais do seu organismo
  • Em que momentos do dia você se sente em forma, ou, ao contrário, menos disposto?
  • Como você qualificaria sua alimentação? Tem desejo ou aversão por algum alimento?
  • Quais são as suas reações às condições climáticas, aos odores, à luz, aos lugares?
  • Descreva a sua transpiração (localização, frequência, odor). 
  • Que situações lhe dão arrepios?
  • Poderia descrever seu ciclo menstrual (o que ocorre durante a menstruação, e antes e depois dela)?

É comum que padrões e hábitos do sono, assim como o estado psíquico e do humor do paciente também sejam investigados pelo homeopata. Por isso, fale sem receios e compartilhe as informações necessárias. Não hesite em dizer tudo, incluindo as questões que o intrigam, as que você acha pouco importantes e até aquelas que parecem ridículas. 

A cura pela homeopatia pressupõe que a pessoa aceite se conhecer melhor, se debruçar sobre o passado e expressar fatos ou sensações que, aparentemente, às vezes não têm nada a ver com o motivo da consulta.

Muitas características de sua personalidade, comportamento e reações podem ser valiosas, mesmo se você considerá-las insignificantes, pois, afinal, você convive com elas há muitos anos. Embora não pareçam ser importantes, frequentemente elas fornecem a chave para o homeopata encontrar o medicamento mais adequado para você.

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.

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