Ashburn | quarta-feira, 17 de abril de 2024

Homeopatia para os Problemas de Pele

Homeopatia para Problemas de Pele

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Neste artigo iremos apresentar informações sobre como a homeopatia pode ajudar no combate aos problemas de pele. Confira!

A pele é um órgão que reflete exatamente o funcionamento geral do corpo. Considerar essa totalidade caracteriza a abordagem homeopática.

Para o homeopata, as lesões da pele são uma verdadeira linguagem do corpo, o modo específico segundo o qual um paciente reage. Assim, o aspecto dessas lesões é o fruto das reações imunológicas. Além disso, uma afecção na pele é um dos modos de expressão de uma reação global no organismo.

A consulta permite compartilhar com o paciente essa visão integral, com a indicação não só de um medicamento homeopático como de providências relacionadas à qualidade de vida e à prevenção de doenças.

A anatomia da pele

A função da pele é proteger o organismo das agressões do meio exterior, permitindo-lhe entrar em contato com esse meio. 

A pele é constituída por três camadas, uma camada externa fina – a epiderme -, outra camada, interna e mais espessa – a derme -, e outra camada ainda, mais profunda, a hipoderme.

A epiderme

Tem o papel de reforçar a função de proteção da pele. À sua superfície se encontra uma camada fina de células mortas, a camada córnea, para garantir a resistência e a impermeabilidade.

A epiderme é formada por três tipos de células: os queratinócitos (que produzem as proteínas resistentes, as queratinas); os melanócitos (que secretam as melaninas, pigmentos castanhos responsáveis pela cor da pele, dos cabelos e dos pelos); e as células de Langerhans (encarregadas de proteger o organismo contra as infecções).

A derme

Graças às fibras de colágeno e de elastinas que contém, a derme assegura a solidez, resistência e elasticidade da pele.

A hipoderme

É formada por células ricas em gordura (tecido adiposo) e contém as glândulas que secretam suor (glândulas sudoríparas) que têm a função de regular a temperatura do corpo e a hidratação da pele.

Os anexos da pele

São os pelos, os cabelos e as unhas.

Os pelos e os cabelos nascem na derme, atravessam a epiderme e deixam a pele através dos poros. Uma glândula sebácea pode estar anexada a um pelo, formando um folículo pilossebáceo. As unhas são formadas por várias camadas bem duras de queratina. Elas são contornadas por uma pele superficial que forma uma prega, a cutícula, a qual fecha hermeticamente as regiões internas.

Os problemas de pele e o tratamento alopático

A medicina atual conhece mais de 2.000 doenças de pele, que são agrupadas de acordo com sua causa. Entre as causas podemos citar: os agentes exteriores, como o frio e o calor (responsáveis pelas reações alérgicas), os fatores psicológicos (que agravam o eczema, causando psoríase, etc.), os distúrbios endocrinológicos (responsáveis pela acne), os distúrbios imunológicos (que estão na origem de afecções como o lúpus eritematoso ou a esclerodermia), os tumores benignos ou malignos, etc. 

Existem inúmeras possibilidades de tratar essas afecções tanto por via local como por via oral.

A via local

Muito utilizada, remedia apenas as áreas doentes com a ajuda de pomadas, cremes ou loções. Trata-se, conforme o caso, de medicamentos à base de corticosteróides (contra inflamações), de antibióticos locais (contra infecções: impetigo, furúnculos, acne, etc.), fungicidas (contra os fungos: candidíase, pitiríase, etc.), antivirais (contra o herpes) ou antiparasitários (contra a sarna e os piolhos).

Existem outros tipos de tratamentos locais: a cirurgia dermatológica (para erradicar um tumor) e as terapias locais para tratar lesões, cicatrizes e para extirpar pintas (laser para eliminar angiomas); raios ultravioleta para tratar as formas graves de psoríase e radioterapia (para certos tumores malignos da pele).

A via oral

Recorremos a este tipo de tratamento quando o medicamento indicado não se encontra disponível para uso local ou não é capaz de penetrar na pele, ou, ainda, quando a doença é causada por um mecanismo interno, apenas acessível a um medicamento administrado por via oral. Trata-se, de acordo com o caso, de remédios antialérgicos, antibióticos, anti-inflamatórios (corticosteróides ou não), etc.

O método homeopático

Hahnemann observou que algumas pessoas propensas a doenças agudas constantes pareciam estar sempre doentes. Em sua pesquisa, concluiu que devia haver algo que bloqueasse a cura da pessoa. 

Definiu, assim, três tipos de predisposições, a que chamou de “terrenos”: psórico (hipertrófico), sicótico e sifilítico ou destruidor. As doenças dermatológicas graves, que não serão abordadas aqui, constituem a parte mais frequente do terreno sifilítico.

O terreno psórico (psora)

As afecções que se manifestam nesse tipo de predisposição, em geral alérgicas, têm sua origem e se manifestam na superfície do corpo, mais frequentemente por meio de crises de um modo “centrífugo” (do centro para o exterior): tudo se passa como se o paciente quisesse expulsar sua doença e melhorasse depois espontaneamente. 

A pele fica vermelha e quente; os pequenos vasos da pele se dilatam, em parte sob a influência da histamina, substância liberada pelo organismo em reação à penetração de uma substância estranha (antígeno). A urticária e o eczema são exemplos de doenças que se manifestam no terreno psórico.

O terreno sicótico (sicose)

Neste aspecto não existe mais uma inflamação aguda como a alergia, mas uma inflamação crônica: o estímulo é persistente e a proliferação dos glóbulos brancos, uma resposta normal do organismo, que não consegue eliminá-la. A doença perde a tendência de “ferver” como nas doenças agudas, e passa a “construir”, a levantar um muro de defesa em torno de si mesma. A vitória da imunidade contra o intruso torna-se, portanto, difícil.

Essas lesões são observadas nas pessoas cujo sistema linfático funciona mal, e manifestam-se de um modo mais discreto do que as doenças dermatológicas agudas. Sua localização é menos superficial, e geralmente são mais graves do que as doenças agudas. Mais contidas, parecem não “explodir”, mas se encobrir por longo tempo. 

A personalidade dos pacientes também difere bastante: assim, a criança que sofre de psoríase, exemplo de doença que ocorre no terreno sicótico, é menos barulhenta, inquieta e extrovertida do que uma criança que sofre de eczema. Seu sofrimento é mais contido, assim como suas lesões.

Diagnóstico e Classificação

Na medicina alopática, o diagnóstico das doenças de pele é baseado essencialmente no exame clínico, complementado, se necessário, por outras investigações (exame ao microscópio de um excerto de pele, análise sanguínea, etc.). 

Cada doença de pele se manifesta por sinais peculiares, que são decompostos em lesões elementares, como eritemas, vesículas e placas. Eventualmente essas lesões podem aparecer simultaneamente.

Na homeopatia, o exame clínico é o primeiro passo para uma investigação necessariamente profunda, já que essa forma de medicina pretende curar o paciente tratando-o em sua totalidade.

Assim sendo, a prescrição dos medicamentos homeopáticos para o tratamento de problemas de pele depende bastante das questões físicas e psicológicas particulares de cada paciente. Para fortalecer a imunidade dos indivíduos e restaurar a homeostase orgânica é, portanto, necessário fazer o acompanhamento com um médico homeopata de sua confiança.

Evite a automedicação.

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.

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