Ashburn | domingo, 14 de julho de 2024

Tratamento Homeopático para Males do Nariz, Garganta e Ouvidos

Nariz, garganta e ouvidos - Tratamento Homeopático

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Atenção: alguns distúrbios do nariz, garganta e dos ouvidos justificam uma consulta médica devido a possíveis complicações, não devendo ser tratados por meio da automedicação, seja com o uso de medicamentos homeopáticos ou não. O intuito deste artigo é informativo. Em caso de dúvidas, recorra ao seu médico de confiança.

A homeopatia encontra um campo propício no tratamento das afecções otorrinolaringológicas, tanto nas fases agudas quanto nos estados crônicos e na sua prevenção.

Entre os adultos, cerca de 25% das consultas médicas em geral são ocasionadas por moléstia no nariz, na garganta e nos ouvidos. Um grande número desses problemas pode ser tratado pela homeopatia, que, além disso, pode diminuir a predisposição do paciente a adoecer, evitando que ele tome medicamentos como antibióticos e anti-inflamatórios.

Anatomia do nariz, garganta e ouvidos

Por meio do nariz, da garganta e dos ouvidos é que podemos respirar e ouvir. Esses órgãos também participam das funções da fala e da digestão, além de contribuírem para o equilíbrio.

  • O nariz

A parte inicial das vias respiratórias, o nariz, possui duas fossas nasais, que se abrem na frente através das narinas e por trás na parte posterior da garganta. A parede superior das fossas nasais é revestida por uma mucosa, onde se encontram células olfativas. Cavidades ocas e cheias de ar nos ossos da cabeça, os seios maxilares, abrem-se nas fossas nasais.

  • A garganta

É o interior do pescoço, que compreende duas áreas distintas: a faringe e a laringe.

  • A faringe se inicia nas coanas (orifícios posteriores das fossas nasais) e prossegue até a entrada do esôfago.
  • A laringe é um tipo de cilindro oco e rígido constituído por cartilagens, sendo que a mais volumosa, a cartilagem tireoide, desenha o pomo-de-adão. As cordas vocais fazem parte da laringe.
  • Os ouvidos

Cada ouvido é composto de três partes:

  • O ouvido externo é formado pelo pavilhão e pelo conduto auditivo externo;
  • O ouvido médio é constituído por uma cavidade, a caixa do tímpano (separada do conduto auditivo externo pelo tímpano) e os ossículos (martelo, bigorna e estribo). Comunica-se com a faringe por um canal, a tuba auditiva, ou trompa de Eustáquio, que desempenha papel importante no equilíbrio da pressão.
  • O ouvido interno é formado por um conjunto de canais que constituem duas partes, a cóclea e o labirinto.
  • A função dos ouvidos
  • A audição. Os sons fazem o tímpano vibrar. Essas vibrações são transmitidas, por intermédio dos ossículos, ao ouvido interno, que as transforma em impulso nervoso, transmitido ao cérebro.
  • O equilíbrio. As estruturas situadas na parte posterior do labirinto, chamadas vestíbulos e canais semicirculares, informam sobre a posição da cabeça no espaço e seus deslocamentos.

Rinite  

Afecção benigna e extremamente comum na forma aguda, a rinite ataca a mucosa que reveste as fossas nasais.

  • A rinite aguda. Causada por uma infecção viral ou bacteriana, corresponde ao que chamamos de resfriado na linguagem comum.
  • A rinite alérgica. É uma forma de manifestação alérgica que se traduz por uma sensibilidade anormal a diferentes substâncias presentes no ambiente (os alérgenos: pólen, poeira, mofo, etc.). Manifesta-se, de acordo com o caso, por coceira no nariz, espirros constantes, nariz entupido, corrimento nasal claro e líquido, etc.
  • A rinite crônica. Trata-se de uma inflamação reincidente ou mais ou menos permanente das fossas nasais que tem origem num distúrbio vasomotor da mucosa do nariz; raramente é desencadeada por um fenômeno alérgico. Manifesta-se por obstrução do nariz e dor de cabeça, e pode ser acompanhada de pólipos e tumores benignos que se desenvolvem na altura das fossas nasais.
  • O tratamento alopático

A medicina convencional prescreve o tratamento para rinite aguda de acordo com os sintomas: medicamentos para descongestionar o nariz, repouso, etc. 

Para rinite alérgica, recomenda abolir, na medida do possível, o contato com o alérgeno em questão. Certos medicamentos anti-histamínicos (contra alergia) ou anti-inflamatórios aliviam os sintomas. Em alguns casos, uma dessensibilização (injeção de doses repetidas e crescentes do alérgeno em questão) pode ser proposta. 

O tratamento das rinites crônicas, por fim, visa a melhorar, se necessário, a ventilação do nariz, através de cauterização ou cirurgia.

  • O tratamento homeopático
  • A rinite aguda ou resfriado. Um tratamento homeopático pode aliviar rapidamente as manifestações de um resfriado. O medicamento é receitado conforme a descrição dos sintomas. 
  • A rinite alérgica. Um tratamento homeopático bem conduzido pode fazer desaparecer a predisposição genética para a alergia. Além disso, as manifestações agudas da rinite alérgica podem ser rapidamente aliviadas pela homeopatia. 
  • A rinite crônica. Para tratar esse distúrbio pela homeopatia é indispensável pesquisar um medicamento de fundo. 

Sinusite

É uma inflamação provocada por um vírus ou uma bactéria, de um ou de vários dos seios da face. Pode ser decorrente de uma infecção do nariz ou dos dentes. Manifesta-se por uma dor acima ou abaixo da órbita ocular, relacionada a uma sensação de tensão que aparece geralmente quando a pessoa está deitada, durante algum esforço físico, com tosse e ao fim do dia. Às vezes há corrimento purulento, tanto pelo nariz como na garganta.

  • O tratamento alopático

Baseia-se na administração de antibióticos e, se necessário, recomenda também anti-inflamatórios e analgésicos.

  • O tratamento homeopático

Em se tratando de sinusite, uma consulta médica é sempre aconselhada. Existe uma série de medicamentos homeopáticos que podem aliviar os sintomas da sinusite aguda enquanto se espera a consulta com o médico. No caso de sinusites crônicas, o médico homeopata deve determinar um medicamento de fundo.

Otite

É uma inflamação do ouvido que pode ocorrer de duas formas: a otite média (chamada simplesmente de otite, na linguagem cotidiana), inflamação do ouvido médio, e a otite externa, inflamação do revestimento do conduto auditivo externo.

  • A otite média 
  • A otite aguda. É uma inflamação decorrente de infecção por uma bactéria ou vírus, que, na ausência de tratamento, evolui para quatro estágios: otite congestiva (tímpano vermelho); otite catarral (tímpano liso e opaco); otite purulenta (tímpano convexo abaulado, o que indica a presença de pus na caixa do tímpano); otite perfurada (uma perfuração espontânea do tímpano deixa o pus escorrer para o exterior).
  • A otite serosa. Decorrente de um distúrbio da tuba auditiva, ou trompa de Eustáquio traduz-se por uma secreção de líquido sem pus e se manifesta sob a forma de crises agudas sucessivas ou diminuição da audição.
  • A otite crônica. Decorrente da presença de um foco infeccioso permanente nas cavidades do ouvido médio, pode configurar-se de duas formas: otite mucosa, caracterizada por perfuração do tímpano e secreção marcada por episódios de rinofaringite, e otite colesteatomatosa, provocada pelo desenvolvimento de um quisto no ouvido, que se manifesta por um corrimento pouco intenso e dor latejante.
  • A otite externa

    É frequente nas pessoas que abusam do uso de cotonetes, o que elimina a cera, a camada protetora do conduto auditivo, e agride a pele do conduto. A otite externa manifesta-se por coceira, dor de ouvido às vezes violenta a ponto de impedir o sono, secreção malcheirosa e dor quando se toca o pavilhão do ouvido.
  • O tratamento alopático

O tratamento da otite média aguda baseia-se na administração de antibióticos e analgésicos; quando o tímpano está abaulado, às vezes é feita uma perfuração cirúrgica (paracentese).

O tratamento da otite serosa consiste em colocar no tímpano um pequeno aparelho que permite que o ar entre no ouvido.

Na otite crônica, uma intervenção cirúrgica para reparar o tímpano danificado às vezes é necessária. Enfim, o tratamento da otite externa se baseia em instilar gotas de antibióticos e anti-inflamatórios no ouvido.

  • O tratamento homeopático
  • A otite média. Uma otite aguda sempre justifica uma visita médica. Para aliviar a dor, diferentes medicamentos podem ser ministrados. Em relação à otite serosa é necessário um tratamento com o medicamento de fundo. A homeopatia, enfim, é incapaz de curar a perfuração do tímpano decorrente de uma otite crônica.
  • A otite externa. Muitas vezes os medicamentos homeopáticos prescritos conseguem aliviar os sintomas, sem a necessidade de utilizar medicamentos no local nem compressas.

Laringite

É uma infecção aguda ou crônica da laringe. A laringite aguda afeta sobretudo crianças pequenas e pode causar distúrbios respiratórios muitas vezes sérios. Portanto, sempre justifica uma consulta médica de urgência.

Distinguimos dois tipos de laringite aguda: a laringite catarral (voz rouca, respiração difícil) e a laringite estridulosa (espasmo da laringe, respiração muito difícil e tosse). A laringite crônica está frequentemente relacionada com o fumo, álcool ou uma predisposição genética; raramente é devida a uma fadiga vocal, ou uma infecção local, que se traduz essencialmente pela alteração da voz, que se torna rouca.

  • O tratamento alopático

Para tratar a laringite aguda, utilizam-se anti-inflamatórios por via oral ou local. No caso da laringite crônica, o tratamento é feito de acordo com a causa; recomenda-se parar de fumar, repousar a voz no caso de fadiga vocal, etc.

  • O tratamento homeopático

Fazer uma consulta médica deve ser a regra no caso da laringite, especialmente ao tratar de crianças pequenas. De qualquer modo, um medicamento homeopático bem escolhido pode tratar rapidamente a laringite aguda.

Inflamação da garganta

É a inflamação aguda das amígdalas, na garganta, de origem bacteriana ou viral. 

A amigdalite é muito comum na infância, na adolescência e entre adultos jovens, e pode assumir várias formas : inflamação vermelha (mucosa da garganta avermelhada de modo anormal), inflamação branca (presença de uma camada esbranquiçada) e inflamação infecciosa (presença de pus). 

As inflamações sucessivas da garganta resultam da presença de um foco infeccioso permanente no tecido das amígdalas ou de uma imunodeficiência.

A inflamação da garganta causa dificuldade em engolir, inchaço dos gânglios e muitas vezes febre. Se não for tratada, a infecção provocada por estreptococo pode se complicar, transformando-se numa grave inflamação das grandes articulações e do coração (reumatismo articular agudo).

  • O tratamento alopático

Baseia-se na prescrição de antibióticos para prevenir uma eventual infecção por estreptococo e evitar a reinfecção. Em certos casos de amigdalites crônicas, indica-se uma cirurgia para a retirada das amígdalas.

  • O tratamento homeopático

A homeopatia pode tratar rapidamente uma inflamação da garganta com auxílio de diferentes medicamentos receitados conforme as características dos sintomas.

Caso ocorram reincidências, o tratamento cuidará da predisposição do paciente e, portanto, será necessário estabelecer um medicamento de fundo. 

Evite a automedicação e, sempre que necessário, marque uma consulta com os profissionais da saúde em que você confia.

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.

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